Senado aprova criação do CAU, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

22.12.2010

O Senado aprovou no dia 21 de dezembro, o projeto de lei da Câmara PLC 190/10, que cria o Conselho Nacional de Arquitetura, o CAU, e os conselhos estaduais específicos.

O projeto, que segue agora para a sanção do presidente da República, também regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista.

A matéria havia sido aprovada em caráter conclusivo no dia 16 de dezembro pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.

No Senado, foi apreciada diretamente em Plenário, onde recebeu parecer favorável do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

O PLC 190/10 regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista, substituindo a legislação atual e permitindo que os arquitetos tenham uma regulamentação própria, desvinculada de engenheiros e agrônomos.

O o projeto dispõe que entre as tarefas dos arquitetos estão a direção de obras e a elaboração de orçamentos, seja no campo da arquitetura, do planejamento urbano e da arquitetura de interiores, entre outros.

Para exercer a profissão, o arquiteto e urbanista deverá ter registro profissional no CAU de seu estado, que permitirá sua atuação em todo o território nacional.

Entre os requisitos para o exercício da profissão estarão o diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo, emitido por faculdade reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O CAU deverá definir as áreas de atuação específicas de arquitetos e urbanistas e as atividades compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

Caberá ainda à entidade manter um cadastro nacional das escolas e faculdades de arquitetura e urbanismo, com o currículo de todos os cursos oferecidos.

Empresas de arquitetura e urbanismo também deverão registrar-se no CAU.

Fonte: Arcoweb.com.br

A Primavera Dentro dos Móveis

Não seria bom ter uma casa que te lembre a primavera todos os dias? Aqui está uma idéia que ajuda isto a se tornar possível.

A série Furnibloom é composta por mesas e cadeiras em plexiglass (uma variação de poli-carbonato) que abrigam pequenas plantas e flores no seu interior, perfeitos para dar tanto ao ambiente interno como ao externo um toque de  natureza.

Criado pela arquiteta e paisagista Dagný Bjarnadóttir, a linha traz a primavera para dentro de casa em qualquer estação. Feitos em 2007, os móveis conquistaram o panorama internacional durante a Expo Mundial de Shanghai 2010, como parte da exposição Farol nórdicos, em exibição até 15 de agosto de 2010.

Devido ao espaço limitado para a jardinagem, a tendência para peças compactas é uma solução. E esta dupla funcionalidade é assegurada nesta série. Primeiro, pode-se realmente plantar vegetais nos incomuns mobiliários. E ainda tem o adicional de seu aspecto estético. Essas mesas e cadeiras são adoráveis e têm os meios para alegrar qualquer espaço interior ou de entretenimento ao ar livre.

Fonte: Portal do Arquiteto

Cadeira de Papel se transforma com o virar da página!

A “Darwin Chair”, recentemente lançada pelo designer gráfico nova iorquino Stefan Sagmeister, lembra o passar de páginas de um calendário.

A cadeira consiste numa base de cantilever coberta com um bloco de 200 folhas diferentes de tyvek impresso. O móvel se modifica a cada vez que alguém decide mudar a folha de cima, se tornando interativo e adaptável a diversos ambientes. A medida que as camadas são viradas, elas vão formando um apoio de cabeça e, as que forem ficando sujas ou gastas podem facilmente ser arrancadas para reciclagem.

Um dos motivos da natureza humana que causa maior desperdício é a nossa necessidade de nos expressar através de bens materiais. Podemos enjoar facilmente de um objeto e querer substituí-lo por um novo. Com o projeto “Darwin Chair”, é permitido alterar o ambiente sem a necessidade de comprar algo inteiramente novo.

As camadas do mobiliário são projetado com padres captados com base na evolução do planeta, sendo impresso em folhas de Tyvek. O tecido de papel, feito pela Dupont, é conhecida por suas propriedades leves e duráveis além da possibilidade de reciclagem.

Fonte:  portaldoarquiteto.com.br

Como especificar o ambiente com Móveis para Escritório

Posto de trabalho fixo e computador pessoal são coisas do passado. Escritórios contemporâneos são flexíveis e alcançam onde tecnologia e pessoas estiverem. 

Por Silvana Maria Rosso

Não é um exagero afirmar que os conceitos que norteiam a concepção arquitetônica dos interiores corporativos mudam tão rápido quanto a evolução dos computadores, da internet e dos telefones celulares. E não se trata de uma coincidência, já que a atualização tecnológica das empresas pode se mostrar um diferencial competitivo em suas áreas de atuação. “A chegada em massa dos computadores pessoais, as mudanças ligadas ao consumo de energia e, mais recentemente, a portabilidade dos aparelhos de comunicação trouxeram a necessidade de ambientes mais flexíveis”, destaca o arquiteto Edo Rocha.

Até meados do século 20, os conceitos do taylorismo – modelo de administração científica desenvolvida pelo americano Frederick Winslow Taylor – predominavam no planejamento da ocupação dos espaços corporativos. O layout rígido baseava-se na divisão hierárquica da empresa: alto escalão, gerência e a base da pirâmide corporativa trabalhavam em ambientes separados, em uma disposição que procurava replicar a organização dos ambientes fabris.

A partir da década de 1950, esse modelo começa a ser deixado de lado para dar lugar aos escritórios amplos, com planta livre e espaços mais abertos. Rompia-se também com a segregação espacial segundo os níveis hierárquicos na empresa: chefes e subordinados começavam a conviver no mesmo espaço de trabalho. Com a introdução nos escritórios dos sistemas de automação e da Tecnologia da Informação, os projetos corporativos começam a se preocupar também com a infraestrutura elétrica e de comunicação e com o conceito de flexibilidade.

Até meados do século 20, os conceitos do taylorismo – modelo de administração científica desenvolvida pelo americano Frederick Winslow Taylor – predominavam no planejamento da ocupação dos espaços corporativos. O layout rígido baseava-se na divisão hierárquica da empresa: alto escalão, gerência e a base da pirâmide corporativa trabalhavam em ambientes separados, em uma disposição que procurava replicar a organização dos ambientes fabris.

A partir da década de 1950, esse modelo começa a ser deixado de lado para dar lugar aos escritórios amplos, com planta livre e espaços mais abertos. Rompia-se também com a segregação espacial segundo os níveis hierárquicos na empresa: chefes e subordinados começavam a conviver no mesmo espaço de trabalho. Com a introdução nos escritórios dos sistemas de automação e da Tecnologia da Informação, os projetos corporativos começam a se preocupar também com a infraestrutura elétrica e de comunicação e com o conceito de flexibilidade.

No Brasil

Por aqui, o processo evolutivo ocorreu com certo atraso em relação aos escritórios no mundo, e o modelo taylorista prevaleceu até os anos de 1980. Ainda hoje, porém, são encontrados resquícios dessa tradição nos ambientes corporativos no País. De acordo com a arquiteta Cláudia Andrade, os escritórios brasileiros hoje são densos e predominantemente abertos. No entanto, mesmo havendo menos controle e privilégio ao status e à hierarquia do que na era taylorista, muitos ainda possuem ambientes fechados para os executivos, com diferenciação de mobiliário. Ainda assim, “os espaços do alto escalão foram reduzidos, no mínimo, pela metade”, acredita Cláudia.

“Considerando que cada aparelho celular é quase uma estação de trabalho, cresceram os usos de espaços virtuais e salas de reunião, enquanto que as áreas de staff propriamente ditas diminuíram”, avalia Edo Rocha. “As novas tecnologias requerem mobiliários mais simples, flexíveis e menores, que podem promover maior adensamento. Como contrapartida, hoje, são valorizados espaços de uso comum”, ressalta o arquiteto Sérgio Athié, do escritório Athié Wohnrath. Segundo ele, as salas para pequenas reuniões de equipe ou pequenos espaços que ofereçam maior privacidade para um conference call, uma ligação pessoal ou um trabalho intelectual também são importantes nesse modelo.

Conforto

Se por um lado as relações mudaram e o trabalho não é mais medido pelo tempo, nem pela presença e, sim, pelo desempenho, por outro as novas tecnologias, a mobilidade e a pressão por resultados mantêm as pessoas por períodos maiores trabalhando, aumentando os riscos de ocorrência de doenças ocupacionais.

Até a década de 1990, não havia qualquer regulação referente aos espaços corporativos no Brasil. Para garantir a salubridade e segurança do local de trabalho, proporcionando conforto e desempenho ao trabalhador, o Ministério do Trabalho lançou a norma reguladora NR 17. A partir de então, as empresas passaram a ser obrigadas a adaptar os ambientes de trabalho para atender aos requisitos mínimos de conforto estabelecidos na norma.

Com a chegada dos monitores reduzidos e planos, o mobiliário em formato de L passou a dar lugar ao mesão que, teoricamente, deveria promover maior interação das equipes, racionalizando os espaços. No entanto, segundo o arquiteto Dante Della Manna, os projetos não estão utilizando adequadamente esse mobiliário, uma vez que não respeitam espaços mínimos para circulação. De acordo com a arquiteta Moema Wertheimer, o mesão também não propicia apoio aos antebraços e punhos, “fazendo ressurgir a necessidade da cadeira com braço, que agora apresenta não só a regulagem de altura como também de angulação, proporcionando maior conforto na digitação”. Outro item que deve ser revisto no mesão é a altura dos planos de trabalho, que no exterior já são reguláveis, atendendo às gerações mais altas que não se adaptam à altura padrão.

Em prol do conforto do staff, já existem muitas tecnologias disponíveis, como o ar condicionado insuflado pelo piso elevado, os leds, persianas mais modernas e forros acústicos com melhor desempenho. Salas de convívio, lounges e espaços de descompressão também são oferecidos aos funcionários para que façam seus intervalos e recarreguem as energias – tão necessárias para gerar maior produtividade.

Porém, a garantia do bem-estar do trabalho e a funcionalidade do espaço ainda dependem da disposição do empregador em investir em novos conceitos. “O cliente está mais preocupado em atender à operação, com prazos curtos e verbas nem sempre possíveis”, diz Della Manna. “Cabe ao escritório de arquitetura encontrar a equação ideal para cada caso e manter o controle sobre esses fatores o tempo todo”, avalia Edo Rocha.

Escritórios verdes

Os projetos dos escritórios também estão mudando para se adaptar às exigências dos sistemas de certificação de sustentabilidade. Escolha da localização e do edifício, acessibilidade aos transportes públicos, uso racional de água e energia e procedência dos materiais são alguns dos itens a serem observados durante o processo de implantação do novo escritório.

Segundo Della Manna, que possui um profissional com certificação Leed AP em seu escritório, os projetos verdes demandam de 10% a 30% mais de tempo e custam até 30% a mais que os convencionais, pois são muito mais complexos. Por isso, “com a crise, a sustentabilidade ficou um pouco de lado. Hoje, só procuram sistemas de certificação empresas que possuem determinação em nível mundial, por marketing, ou quando há ganho de energia”, afirma o arquiteto.

fonte: revistaau.com.br